Cerca de 45% dos compradores de viagens europeus disseram que seus viajantes estão preocupados com os full body scanners (raio-X de corpo inteiro) que estão sendo instalados nos aeroportos de todo o mundo, de acordo com a última pesquisa da ACTE - Association of Corporate Travel Executives. O estudo envolveu mais de 70 membros da entidade e mostrou que, entre aqueles que estão contra o novo scanner, 20% se opõem por julgar que eles são uma invasão da privacidade, outros 20% porque o sistema traz implicações para a saúde e 10% acham que o processo é muito demorado. Outros 40% fazem objeção às novas medidas de segurança pelos três motivos acima.
Uma pesquisa similar aplicada entre 100 travel buyers nos EUA, mostrou que eles estão menos preocupados com os novos equipamentos e apenas 28% expressaram dúvidas sobre os mesmos. A pesquisa européia mostra que 25% dos compradores de viagens corporativas querem que (a) os agentes de segurança façam melhor seu trabalho, diante das preocupações dos viajantes relacionadas a saúde e privacidade; e (b) testem mais os novos equipamentos. E 60% dos buyers disseram que as agências de segurança estão se concentrando demasiadamente em medidas eletrônicas.
A ACTE concluiu que as resposta européias foram mais claras que as norte-americanas. Ela disse que havia “muita margem para melhorar com a primeira geração de scanners de corpo inteiro, com testes e na conscientização pública envolvendo questões potenciais de saúde”. Disse ainda que “os viajantes não estão dispostos a simplesmente aceitar declarações do governo de que os equipamentos são seguros e não provocam efeitos prejudiciais”. A ACTE afirmou também que não há nenhum indício sério nas pesquisas de que os viajantes “poderiam limitar suas viagens com base aos atuais níveis de exposição a essa tecnologia”. Mais informações: www.acte.org