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27/07
o POA CVB demonstra ROI que a captação de eventos traz para a cidade.

No 2º Encontro de Mantenedores do ano, o Porto Alegre & Região Metropolitana Convention & Visitors Bureau (POA CVB) apresentou o primeiro levantamento científico realizado sobre os impactos econômicos do setor de turismo de negócios e eventos em Porto Alegre. A diretoria também lançou sua nova logomarca e detalhou a estratégia para incluir a Região Metropolitana nas ações de captação e apoio a eventos. Se fossem investidos R$ 1,2 milhão em recursos públicos para uma estratégia de captação de 43 eventos por ano em Porto Alegre - com meta de sucesso de captação de 33 eventos - o retorno dos investimentos (ROI) seria de 9.504 empregos gerados e um retorno fiscal estimado em R$ 1,3 milhão. O dado é uma simulação da pesquisa “Impactos Econômicos do Setor do Turismo de Eventos e Negócios em Porto Alegre”, encomendada pelo Porto Alegre & Região Metropolitana Convention & Visitors Bureau, em parceria com o Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (SINDPOA).

 

O estudo, coordenado pelo economista Leandro de Lemos, doutor em Turismo e professor da PUCRS, tem como principal objetivo mostrar ao setor público municipal o potencial de retorno que o investimento em captação de eventos traz à cidade.  “Temos como grande vocação o turismo de negócios pela boa estrutura em equipamentos, oferta de hotelaria, centros de eventos privados, e qualidade de serviços da cidade. A pesquisa comprova o quanto Porto Alegre pode ganhar em impostos, empregos e renda se o município passar a ser  mais parceiro no desafio de captar mais eventos”, diz Berenice Lewin, presidente do CVB.

 

O estudo colheu dados do ano de 2008, quando 426.454 turistas estiveram na cidade para 99 eventos e passaram, em média, 2,73 dias em Porto Alegre. A pesquisa mostra que os visitantes gastaram R$ 293,3 milhões na cidade, dos quais 45,76% (R$ 134,2 milhões) foram direcionados à hotelaria. Outros 17,18% (R$ 50,4 milhões) dos recursos gastos foram destinados a eventos, 16,4% (R$ 48,2 milhões) à gastronomia, 11,44% (R$ 33,6 milhões) ao transporte; 5,14% (R$ 15,0 milhões) ao comércio e 3,88% (R$ 11,3 milhões) em gastos diversos. Para o município, isto significou uma arrecadação direta de R$ 7.932.231,57 em ISS (Impostos Sobre Serviços). O gasto per capita/dia foi de R$ 251,98.

 

O estudo também mostra que o desenvolvimento do setor de turismo de negócios em 2008 impactou mais de 100 atividades econômicas, 14 de forma direta, outras 24 de forma indireta e 80 de forma induzida. “Esta é uma das características mais importantes deste setor, por isso é tão disputado pelas cidades de todo o mundo e é colocado como prioridade em políticas públicas. Ele tem um efeito multiplicador e de encadeamento de atividades econômicas, promovendo o desenvolvimento local”, enfatiza Leandro. Usando um exemplo do economista, no setor público isso se dá com a alocação de impostos arrecadados em outras áreas como saúde e educação, como na compra de medicamentos, material cirúrgico, classes, cadeiras e material didático. Por consequência, isto reflete no fabricante, um exemplo de setor impactado de forma induzida.

 

 

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